A deputada Daniella Ribeiro, presidenta da Frente
Parlamentar em Defesa do Servidor Público na Assembleia Legislativa da
Paraíba, apresenta o seu protesto contra a decisão do governador Ricardo
Coutinho de não proceder ao pagamento de cerca de 15 mil servidores
públicos prestadores de serviço e pró-tempores, alguns com até 25 anos
de dedicação à Paraíba e ao seu povo.
- É lamentável que o Governo do Estado seja tão insensível com as
pessoas, pais e mães de família, que estão em desespero, com os
compromissos vencidos e não tem opção para proceder ao pagamento de suas
dívidas. Não se vê uma coisa dessas em lugar do mundo. É espantoso e
humilhante o que está se fazendo contra os servidores. Mesmo em São
Paulo, onde estou com a minha mãe fazendo exames de saúde não me
desliguei dos problemas do povo, protesto e cobro solução para o
pagamento imediato desses servidores.
Na última semana Daniella participou em Campina Grande, do ato público
convocado pela Asprenne e outras entidades sindicais para discutir as
demissões de aproximadamente 15 mil prestadores de serviço e
pró-tempores do Estado.
Segundo a parlamentar “o que vemos é o total desrespeito com os mais
humildes. Vários pais e mães de famílias, com tantos anos de serviço
prestados ao Estado sendo substituídos como se fossem objeto de troca,
sem respeito algum, de quem foi eleito para amparar o povo, e hoje,
causa desamparo e desespero”.
Afirmou que “o ato dos servidores é importante para se debater e
procurar uma solução para pais e mães de família que estão sem qualquer
perspectiva. Na Assembleia Legislativa vamos dar continuidade a essa
luta justa de todos e de todas”, prometeu.
Um grande número de servidores que participou da Assembleia Geral da
ASPRENNE – Associação dos Servidores Públicos das Regiões
Norte/Nordeste, no Parque do Povo, na sexta-feira (27/01/12), para
discutir a demissão dos 15 mil prestadores de serviço e pró-tempores do
Estado da Paraíba. Participaram parlamentares, além das representações
dos membros do Fórum Permanente do Servidor Estadual.
O professor Gilson Nunes pontuou que “a ausência dos servidores é
motivada em virtude da perseguição de muitos gestores, ao tomar
conhecimento que o servidor prestador de serviço participou de ato
público, é motivo de demissão, e muitos se omitiram de participar porque
têm a esperança de continuar no emprego. Questionou: “até que ponto
poderemos conceder crédito de confiança a um governo ao próprio discurso
e dos trabalhadores de forma geral?”.
Para o professor, a grande angústia dos servidores era a dúvida de não
saber se irão receber o salário do mês de janeiro, porque assinaram um
contrato de trabalho forçosamente, que anulou todo o vínculo do servidor
com o Estado, e o mês de janeiro, ser um mês de férias para todos da
Educação. Para o governo, só irão receber quem estiver trabalhando,
desconsiderando o vínculo. E a recontratação, através dos
apadrinhamentos e das simpatias dos diretores das escolas.
Assesoria
Assesoria
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